Ambientes húmidos

Casas de madeira em ambientes húmidos

Um dos temas muito questionado pelos nossos clientes é a questão da construção das casas de madeira em ambientes húmidos, como é o caso das nossas ilhas, Madeira e Açores.

No post de hoje vamos tentar desmistificar um pouco esse tema de forma a deixar esclarecido a melhor opção de construção nessas zonas e porquê.

Na realização de um projeto de arquitectura tudo é estudado detalhadamente e de acordo com o gosto do cliente de forma a obter uma criação funcional, traduzindo o seu sonho.

Na construção em madeira aliamos a qualidade da matéria prima a todo o tipo de enquadramento natural climático quer seja ele quente, húmido, em regiões marítimas, fluviais, com neve ou sujeitos a actividade sísmica.

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Versatilidade da madeira

A madeira é um dos materiais mais antigos utilizados na construção, tendo sido utilizada por todo o mundo, quer nas civilizações primitivas, quer nas desenvolvidas no oriente ou no ocidente. Com a revolução industrial e com a invenção do betão armado os técnicos de nível superior concentraram esforços no estudo dos novos materiais, desprezando a utilização da madeira.

No entanto é muito importante mencionar a aptidão da madeira em aliar-se a outros materiais. Mediante determinado revestimento exterior, é impossível distinguir uma casa de madeira de uma casa em betão. Isto é um dado importante para respeitar regras de integração urbana, quando exigida, e representa uma forma importante de lutar contra a descaracterização arquitetónica de qualquer local.

Tudo que você imaginar, combina com a madeira!

As construções em madeira são resistentes e proporcionam uma obra rápida, económica e sem imprevistos desagradáveis. As suas impressionantes capacidades mecânicas, maleabilidade e óptima relação peso/resistência facilitam a sua integração em qualquer local ou meio ambiente. Quer seja no campo ou na cidade, a casa de madeira pode assumir qualquer tipo de aparência.

Casas de madeira e a relação com a humidade

A madeira é um dos mais eficientes isolantes.

A sua capacidade de regulação higrométrica significa que a madeira capta e expele a humidade produzida pela actividade dentro da casa ao mesmo tempo que a regula.

A casa nunca fica demasiado seca ou demasiado húmida, mantendo ambientes aquecidos no inverno e frescos no verão. O ar dentro de uma casa de madeira é fresco e bom para respirar.

A árvore tem a capacidade de filtrar o ar, recebendo e transmitindo a humidade. Devido a esta qualidade, o ar dentro de casa possui sempre uma quantidade ótima de humidade. Nestas condições, é prevenida a criação de fungos e de mofo, que se desenvolvem em ambientes demasiado húmidos e previne-se a criação de alergias dos canais respiratórios, que por sua vez nascem em ambientes demasiado secos.

No fundo acabamos por viver dentro de um filtro natural que controla e regula a quantidade de humidade e a qualidade do ar interior dos edifícios.

A madeira utilizada na estrutura das casas de madeira sofre menos das variações climatéricas de Portugal e Ilhas e das suas grandes amplitudes térmicas do que sofrem as estruturas em betão, pois a capacidade de regulação higroscópica da madeira e do excelente isolante que é, fazem desta uma matéria-prima ideal para o clima Ibérico.

A madeira, além de ser um produto natural e permitir diversos usos, é famosa pela resistência natural que tem às intempéries. No entanto, tal como em todos os materiais, convém ter algum cuidado de manutenção para garantir a durabilidade e o seu aspecto original. Podemos citar outros benefícios das construções em madeira como versatilidade, beleza, capacidade térmica (absorve 40% menos calor que o tijolo), também considerada excelente isolamento acústico. Não armazena eletricidade estática e nem ioniza o ar.

Em regiões mais húmidas, existe a necessidade, quer em fase de projecto quer em execução da obra, de ter alguns cuidados básicos e atenção a alguns detalhes com as casas de madeira, de forma a protegê-la e a prolongar a sua durabilidade, sendo eles:

  • criar uma caixa de ar entre o solo e a base da moradia, de forma a distanciar a madeira da humidade proveniente do solo;
  • utilizar a madeira sempre 20 cm ou mais acima do solo;
  • criar beirados e varandas generosas para protegerem as paredes de madeira da chuva, minimizando os efeitos da humidade em estações mais chuvosas;
  • impermeabilizar a madeira regularmente recorrendo a produtos específicos para o efeito como velaturas a poro aberto;
  • evitar pontos de condensação de água;
  • deixar uma caixa de ar entre o forro e a telha de cobertura, criando uma ventilação natural, evitando a condensação por baixo da telha.

Além disso, é praticamente impossível a reprodução, numa residência, das condições ideais para o ataque dos fungos, mesmo nas áreas molhadas como casas de banho e cozinha.


Comportamento aos Sismos e Terramotos

Não precisa ser engenheiro ou arquitecto para saber que as nossas Ilhas têm actividade sísmica, com alguma regularidade, principalmente o arquipélago dos Açores. O solo acaba por trabalhar, e os edifícios acabam por ganhar estabilidade se a estrutura for feita em madeira para aguentar tamanha movimentação, devido às propriedade mecânicas naturais que a madeira tem. Ou seja, neste tipo de ambiente, húmido e sísmico, a construção em madeira é mais vantajosa, porque:

  • é mais acolhedora;
  • tem menos problemas de humidades;
  • oferece menos perigo para quem nelas habita;
  • reduz 90% da humidade dentro da casa;
  • é 100% ecológica e amiga do ambiente e
  • tem excelente isolamento térmico e acústico.

Em relação a desastres naturais como terremotos e tornados, é mais inteligente optar por estas casas, pois são bem mais flexíveis e são projetadas para resistir a ventos ciclónicos, que uma casa de tijolos também terá dificuldade em suportar. Na eventualidade de uma casa de madeira colapsar, esta causará menos estragos e a possibilidade de alguém que esteja lá dentro sair com vida, enquanto as de tijolos não dão muitas chances deste tipo, pois o tijolo e o betão face ao seu peso são asfixiantes, causam muito pó, entulho e são as que primeiro cedem, ao contrário das madeiras que face à sua elasticidade muitas das vezes nem sequer ficam danificadas.

Porquê edificação estrutural em madeira?

O uso da madeira como matéria-prima principal da estrutura de edificações, não é posta em pé de igualdade com o betão ou com o metal, contudo tem-se mostrado vantajosa, principalmente devido aos seguintes fatores:

  • Durabilidade
  • Segurança e
  • Manutenção

Estudando cada um dos temas mencionados, conseguimos aferir o seguinte:

Durabilidade - São correntes muitos preconceitos em relação às casas de madeira, com insistentes dúvidas sobre a resistência do material, mas essa não é uma das desvantagens, pois as casas de madeira têm projetos suficientemente desenvolvidos para terem boa durabilidade, quando devidamente bem conservados. E, como é claro, as casas de madeira são resistentes e duráveis se for aplicada a madeira certa de forma adequada e tratada devidamente. A madeira é de facto o único isolante que não perde as suas capacidades ao longo dos anos. Nenhum isolante construído pelo Homem pode gabar-se do mesmo, pois todo o que é produzido em fábrica tem um prazo de validade. Tal não acontece com a madeira. Se for bem tratada, a nossa casa de madeira é uma construção apta a albergar várias gerações sem que o conforto dos habitantes seja comprometido ao longo do tempo. A esperança média de vida de uma casa de madeira está entre os 100 e os 150 anos. Em Kyoto no Japão podemos encontrar templos milenares construídos com estrutura de madeira.

Segurança - A madeira não oxida. O metal quando é sujeito a altas temperaturas pela ocorrência de fogo deforma-se, perdendo todo o suporte e função estrutural para o qual foi concebido. Naturalmente, o ferro do betão armado também perde a sua função estrutural quando submetido a alta temperatura em caso de incêndio. No entanto, a madeira na natureza já desempenha uma função estrutural. Depois de serrada, quando utilizada como estrutura de uma edificação, ela funciona como um elemento pré-moldado, de fácil montagem e que não passou por processos de fabricação que determinem a sua resistência. O que determina a resistência da madeira é apenas a sua espécie. Algumas madeiras como jatobá, tatajuba e ipê são mais caras, densas, nobres e precisam ser certificadas, pois existe a necessidade de se ter a certeza de que as mesmas não foram retiradas ilegalmente da floresta Amazónica. Outros tipos de madeira são mais económicos e ecológicos, como o eucalipto e o pinho, que são de reflorestação e ainda passam por processos termo-modificados que as tornam mais resistentes a insectos e degradações naturais, tendo um comportamento favorável às diferentes intempéries. Como resultado deste tratamento, é criado um produto amigo do ambiente. A sua cor escurece, é mais estável do que a madeira normal em condições de mudança de humidade e amplitude térmica, e as suas propriedades de isolamento térmico são melhoradas.

Manutenção - A manutenção básica passa pela limpeza das paredes todos os anos. A sujidade é a causa mais comum de descoloração. Limpe anualmente com água morna, sabão e uma escova de pelos macios, lavando as manchas provocadas por caracóis, nidificação de aves e pólen. Evite manutenções tardias e alta restauração, pois a importância da manutenção só se torna evidente para muitas pessoas, quando já é tarde demais. A podridão da madeira e outros problemas requerem depois uma renovação ou restauração crítica.

Para além de tudo o que já foi mencionado, uma casa de madeira é e sempre será o sinónimo de charme, conforto e aconchego!

Após a exposição qual vai ser a sua opção?

Casa de madeira exótica?

Ou Casa em sistema woodframe?