Iluminação Eficiente numa Moradia

Por esta razão é uma das necessidades energéticas mais importantes nos nossos lares, representando cerca de 14% da eletricidade que consumimos em casa. Tendo isto em linha de conta o seu uso deve ser bem planeado de forma a maximizar a eficiência energética do edifício. A escolha da iluminação correcta para cada divisão, tendo em conta o tipo de actividades que se realizam em cada espaço, é muito importante para um maior conforto e um consumo mais racional de energia, traduzindo-se numa redução da factura da energia. O uso de lâmpadas tecnologicamente mais eficientes permite poupar dinheiro, por consumir menos energia, e ao poupar energia está também a preservar o ambiente.

A mudança do tipo de lâmpadas utilizadas é cada vez menos restringida, graças à adaptação das “novas” lâmpadas ao sistema das incandescentes.

Contudo, a lâmpada mais eficiente é a desligada, bons hábitos comportamentais de privilegiar iluminação natural ou desligar luzes em zonas desocupadas é a melhor medida de eficiência energética possível. No que respeita a desligar lâmpadas, sempre que o período de ausência das divisões seja superior a cinco minutos, pensamos que se justifica, uma vez que a tipologia de arrancadores utilizados nas lâmpadas fluorescentes é cada vez mais eficiente, minimizando energia gasta para o arranque.

A iluminação natural é frequentemente abandonada por várias razões, em especial o encandeamento, os reflexos, falta de privacidade ou excesso de calor. Por isso, qualquer vão envidraçado deve ser controlável, nem que seja através de uma simples cortina translúcida ou mesmo filmes de controlo solar colados ao vidro. Ao garantir níveis de iluminação inferiores ao exterior torna-se difícil ver para dentro. Literalmente, mais cedo ou mais tarde ter-se-á de recorrer à iluminação artificial. Independentemente do tipo de lâmpadas a escolher, o mais importante é ter bem definida uma estratégia para a iluminação artificial.

Porque não dar prioridade a iluminação local em detrimento de iluminação geral? Os níveis de iluminação mais elevados são geralmente reservados a actividades localizadas. Não é por acaso que existem candeeiros de mesa, que parecem hoje esquecidos nos projectos luminotécnicos de, por exemplo, escritórios. Há inclusive vantagens na iluminação dedicada e individual a nível da produtividade, uma vez que privilegia a concentração.

Resumidamente, não deve haver excesso de iluminação.

Para conseguir uma boa iluminação, há que analisar as necessidades de luz de cada uma das zonas da casa, já que nem todos os espaços requerem a mesma luminosidade, nem durante o mesmo tempo, nem com a mesma intensidade. Torna-se fundamental esclarecer a ideia errada, mas muito comum, de associar a luz que uma lâmpada difunde à quantidade de eletricidade necessária para a produzir. É preferível utilizar menos lâmpadas, mas com mais potência: uma lâmpada de 100 Watts consome a mesma energia que 4 de 25 Watts, mas produz aproximadamente o dobro da luz, no entanto a melhor opção é a utilização de uma lâmpada fluorescente compacta que com uma menor potência atinge o mesmo grau de iluminação.

Actualmente é obrigatório a presença da etiqueta de eficiência energética nas embalagens das lâmpadas, como forma de distinguir as lâmpadas que são mais eficientes, do ponto de vista energético, das que são menos eficientes. É também muito importante reparar na sua classificação quando têm a designação de ecológicas/económicas, pois existem no mercado lâmpadas com esta designação que têm uma baixa eficiência energética (classe D ou menos).

Desta forma vai ser abordada a tipologia das lâmpadas mais comuns na iluminação de uma moradia. Define-se eficiência como sendo a capacidade lumínea (medida em lumens) por Watt (W) eléctrico.

São cinco os principais tipos de lâmpadas para uso doméstico:

  • Lâmpadas incandescentes
  • Lâmpadas de halogéneo
  • Lâmpadas fluorescentes tubulares
  • Lâmpadas fluorescentes compactas
  • Díodos Emissores de Luz (LED)

LÂMPADAS INCANDESCENTES

Este tipo de lâmpada está ainda presente nas habitações. São as que apresentam maior consumo elétrico, as mais baratas e as de menor duração. A sua baixa eficiência em relação aos restantes tipos de lâmpadas deve-se ao facto de converterem a maior parte da eletricidade (90 a 95%) em calor e apenas uma percentagem muito reduzida (5 a 10%) em luz. Daí ficarem bastante quentes muito pouco tempo após terem sido acesas. A sua elevada ineficiência conduziu a que a União Europeia aprovasse uma directiva com o objectivo de retirar estas lâmpadas do mercado. Este tipo de lâmpada tem tendência a desaparecer rapidamente.

LÂMPADAS DE HALOGÉNEO

As lâmpadas de halogéneo têm estado a ter uma melhoria na sua eficiência energética. Estas lâmpadas têm um funcionamento semelhante ao das lâmpadas incandescentes. No entanto, apresentam a vantagem de conseguirem recuperar o calor libertado pela lâmpada, reduzindo a necessidade de eletricidade para manter a sua iluminação. Estas lâmpadas emitem uma claridade constante. Outra vantagem deste tipo de lâmpadas, quando comparadas com as lâmpadas incandescentes, é a possibilidade de orientação da emissão de luz segundo diversos ângulos de abertura.

LÂMPADAS FLUORESCENTES

As lâmpadas fluorescentes podem ser classificadas de acordo com o seu formato:

  • tubulares
  • compactas

Lâmpadas Fluorescentes Tubulares - as mais vulgares são geralmente utilizadas nas cozinhas, pois proporcionam uma boa iluminação com pouca potência e baixo consumo energético, sendo as mais adequadas para locais com necessidades de longa iluminação.

Lâmpadas Fluorescente Compactas - não são mais do que uma lâmpada fluorescente em miniatura que se desenvolveu para substituir as vulgares lâmpadas incandescentes pois têm uma instalação compatível com os casquilhos tradicionais usados. São especialmente recomendadas quando se necessita de utilização contínua por períodos de tempo superiores a pelo menos 1 hora. Existem lâmpadas indicadas para zonas de descanso (branco quente) e outras adequadas para zonas de atividade (branco frio). Estas lâmpadas têm um número elevado de horas de utilização, de 6 a 15 mil horas, e já estão preparadas para um número elevado de ciclos de ligar e desligar.

DÍODOS EMISSORES DE LUZ (LED’s)

A redução do consumo de energia elétrica na iluminação passa indiscutivelmente pela utilização de LEDs. Atualmente já existem LEDs com lumens equivalentes às lâmpadas incandescentes e de halogéneo. Estas lâmpadas têm um preço mais elevado que as lâmpadas fluorescentes compactas, mas têm um período de vida muito superior (20 a 45 mil horas em oposição a 6 a 15 mil horas). Normalmente aplicadas na iluminação decorativa, existem já disponíveis lâmpadas de LED para substituição directa de lâmpadas incandescentes, de halogéneo e fluorescentes, em diversos tamanhos e suportes (casquilhos).

É possível estabelecer uma “hierarquia de eficiência” para a iluminação mais comum.

As lâmpadas de halogéneo são geralmente usadas em projectores. São mais eficientes que as lâmpadas incandescentes normais, mas estão muito abaixo das lâmpadas fluorescentes compactas ou led's. A principal (única) vantagem destas lâmpadas prende-se com a sua elevada restituição cromática, por exemplo, mantém a cor original dos objectos iluminados. Existem halogéneos de nova geração, que permitem poupanças na ordem dos 40%, contudo, recomenda-se que sejam substituídos por lâmpadas fluorescentes compactas, ou mesmo led's.

Resumidamente, as lâmpadas com maior redução de consumo energético são as LEDs sendo também elas as que têm um período de vida útil maior.

Face ao que já foi referido, deixamos alguns conselhos práticos, para que tenha uma iluminação eficiente numa moradia:

  • Sempre que possível, utilize luz natural.
  • Prefira cores claras nas paredes e tetos. Aproveitará melhor a iluminação natural e poderá reduzir a artificial.
  • Não deixe luzes acesas em divisões que não estão a ser utilizadas.
  • Reduza ao mínimo a iluminação ornamental em zonas exteriores (jardins, etc.).
  • Mantenha limpas as lâmpadas e respetivas proteções ou ornamentos. Terá mais luminosidade, sem aumentar a potência.
  • Substitua as lâmpadas incandescentes pelas lâmpadas fluorescentes compactas ou de preferência até por LEDs. Para um nível idêntico de iluminação, poupam até 80% de energia e duram 8 vezes mais. Na substituição, dê prioridade àquelas a que dá mais uso.
  • Adapte a iluminação às suas necessidades e dê preferência à que é localizada. Para além de poupar, conseguirá ambientes mais confortáveis.
  • Coloque reguladores de intensidade luminosa eletrónicos. Poupará energia.
  • Use lâmpadas tubulares fluorescentes onde necessite de luz por muitas horas, como por exemplo, na cozinha.
  • Nos halls, garagens ou zonas comuns, coloque detetores de presença para que as luzes se acendam e apaguem automaticamente.

Que alterações vai fazer hoje na sua moradia para que tenha uma iluminação eficiente?

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